CARREIRA
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O Brasil perdeu a Copa, e agora?
Por Sérgio David


O Brasil perdeu a Copa, e agora?

Não tenho o hábito de acompanhar futebol normalmente. Sou o dito, torcedor eventual. Porém, como boa parte dos brasileiros, considero a copa do mundo, uma outra história. Nessa ocasião, tenho vontade de ver todos os jogos, me vestir de verde e amarelo e me preparar para os jogos do Brasil. E, consequentemente, fico num estado elevado de ansiedade e nervosismo durante jogos como esse, contra a Holanda. Então, vem o resultado... e ficamos todos assim, com o moral em baixa. Que tristeza!

Vi pessoas vivendo verdadeiros lutos e soube de alguns conhecidos que choraram copiosamente. Mas, enquanto assistia pela TV, ao desânimo de torcedores no estádio e ouvia a fala de comentaristas sobre o desempenho dos jogadores, me chamou atenção uma fala de um dos jornalistas: “lembrem-se, é só um jogo...”.

Imagino que deva ser uma situação bastante dramática para os jogadores que saíram de campo derrotados, para o Dunga, então... Afinal, pra eles, é mais do que entretenimento, é o trabalho deles. Pode-se dizer que, futebol é a vida deles. Mas e pra nós brasileiros, qual a representatividade que tem o futebol em nossas vidas? Qual será o impacto desse resultado no moral do brasileiro? O quanto depositamos nos pés desses jogadores, a responsabilidade por nos fazer sentir vitoriosos? E agora, como conduzir as coisas, quando nossos representantes não dão conta de nos trazer o gosto agradável da vitória?

Refletindo sobre o assunto, lembrei de quando assisti ao filme “Chico Xavier”. Numa conversa com a irmã, o personagem principal, que estava hospitalizado, disse para que ela não se preocupasse, porque ele só morreria quando todos os brasileiros estivessem felizes. E, coincidentemente ou não, sua morte foi anunciada no dia em que comemorávamos o título de penta campeões do mundo.

Que estranho poder é esse que o futebol tem de mobilizar o brasileiro, a ponto de elevar seu moral e fazer com que veja a vida de forma otimista ou rebaixá-lo, de forma, a interferir em sua disposição para outras atividades da vida?

Penso que é saudável que busquemos motivação em diferentes eventos da vida. E, isso acontece em diversas situações. Por exemplo, o nascimento de um filho, nos dá gás renovado para enfrentar situações difíceis. Mesmo aquelas em que, antes, não tínhamos ânimo pra enfrentar, ou não sabíamos como resolver. Para os que não têm filhos, pensem nas diversas situações em que um fato importante ocorrido em um setor de sua vida, eleva sua motivação e faz com que se esforce para que, também nos outros setores, as coisas corram bem. É natural que nossos fracassos, assim como nossas vitórias, causem impacto em nossa vida como um todo. Então passamos um tempo sofrendo...pensando em como conduzir as coisas, dali por diante. E, nesse momento, o importante é que, consigamos encontrar razão para continuar. Seguindo nessa linha de raciocínio, posso chamar a copa do mundo de fracasso pessoal?

Fico pensando na razão pela qual, algumas vezes, creditamos ao outro, o ônus de nos motivar ou nos derrubar.

É triste perdermos a copa, afinal quem não gosta de ganhar, não é? E, por mais que nós quiséssemos entrar em campo e resolver nós mesmos, uma dividida, ou definir uma jogada finalizando com o gol, só podemos depender da nossa seleção pra isso. Mas, em nossas vidas podemos tomar as decisões. E, as decisões que dizem respeito a nossos interesses pessoais e profissionais, não podem depender da vontade, capacidade ou disposição do outro. Pois o outro pode não poder, não conseguir ou não querer.

Se você ficou muito triste por causa do resultado da copa do mundo, a ponto de não encontrar ânimo para suas atividades. Lembre-se, é só um jogo. Você, certamente, tem muitas outras partidas que dependem somente de você. Que tal ir para o vestiário, tomar uma ducha, esfriar a cabeça e se preparar para as próximas partidas em sua vida? Ainda virão muitas!

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